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BIOGRAFIA 

      

Emílio Gouveia Miranda nasceu em Luanda, Angola, em 1966. Em 1975, em resultado da guerra colonial, vem viver para o Norte de Portugal de onde os pais são originários, mais concretamente para uma aldeia chamada Lordelo, próxima de Vila Real, para onde mais tarde vem residir. É o contacto com esta realidade, naquela época difícil, mas mágica, de espaços abertos no Verão e horizontes fechados nos longos Invernos, com montes e vales cobertos de névoas e geadas, feita essencialmente de granito e tão diferente daquela deixada para trás, que definitivamente o vai marcar. Uma realidade na qual era possível conviver com costumes tão surpreendentes como a matança do porco, a vindima e a pisa do vinho, a agricultura segundo os preceitos mais tradicionais e onde a religião e as práticas supersticiosas se confundiam.

Num Portugal a mãos com o próprio destino, confronta-se, pela primeira vez, com a experiência da perda e da descoberta, bem como com a necessidade de reaprender a viver num mundo em tudo diferente daquele que até então conhecera.

Uma outra realidade vem marcá-lo para sempre: o contacto com a televisão, que não existia em Angola à data da sua partida, e o transporta para cenários até então desconhecidos. Mas são sobretudo aqueles que retratam a época medieval e os que prevêem o futuro, em séries de ficção cientifica, como o Espaço 1999, que mais o impressionam, por serem tão diferentes de tudo o que tinha, até então, conhecido.

Apesar de sempre ter vivido entre livros, resultado da paixão paterna pela literatura, inicialmente, o seu gosto incide apenas na banda desenhada, da qual devora tudo a que consegue deitar a mão.

No início dos anos 80, começa a interessar-se pela leitura e pela escrita. Escreve inicialmente poesia, acabando por editar, em 1984, uma colectânea em conjunto com outros escritores desconhecidos, intitulada precisamente Antologia da Nova Poesia Transmontana, por mão da Publicações Setentrião, então sob a égide de um renomado escritor da região já falecido, o Dr. Otílio de Figueiredo.

Entretanto, vai ensaiando os primeiros textos em prosa, dos quais resulta, em 1985/86, o seu primeiro livro inédito, a que deu o título de A Última Vinda de Marte, retratando a derradeira guerra travada pela humanidade. É este primeiro texto de fôlego que definitivamente o encoraja a prosseguir. Vai, entretanto, escrevendo pequenos textos que guarda na gaveta até que a ideia de uma história sobre a fundação de Vila Real começa a ganhar forma. As primeiras páginas desta obra, que intitula desde logo A Princesa do Corgo, são escritas em 1986, mas apenas em finais de 2008, após cerca de 22 anos de trabalho intermitente, a vê concluída, sendo editada em 2009, por mão da Planeta Editora.

Em 2003, havia já terminado Teppô-Ki – O Livro dos Mosquetes, que narra a chegada dos primeiros portugueses a terras do Japão.

Terminou, recentemente, o seu último romance histórico, intitulado O Longo Caminho Para o Céu, que viaja pelos alvores da nacionalidade e pelo espírito das Cruzadas, num mundo a mãos com uma grave crise de valores. Grande parte da acção decorre no interior de um mosteiro beneditino imaginário, situado algures entre Chaves e Boticas.

Actualmente, dedica-se à poesia, numa espécie de retorno às origens, e em simultâneo, escreve aquele que será o seu novo romance histórico, cujo título e tema reserva, desvendando apenas que estará concluído no final de 2011, inícios de 2012.

A sua obra, inédita quase na totalidade, divide-se em colectâneas de poesia, contos, prosa poética e vários romances históricos.

Emílio Miranda visita, a convite, escolas e feiras do livro, dissertando sobre as vantagens da leitura e da escrita no enriquecimento pessoal dos jovens e revelando segredos da sua própria experiência como autor.

Recentemente eleito um dos cinco autores Novos Talentos Fnac, com o conto João, o Trovador, viu também editada aquela que é a sua primeira obra de poesia, intitulada Uma Árvore Intemporal, sob a chancela da Edium Editores, por quem editará em breve a colectânea de contos, De Névoa e de Vento.

    

Contacto de Emílio Miranda: autor@emiliomiranda.com

 

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Este site foi actualizado pelo última vez em 04/09/11